segunda-feira, 29 de março de 2010

Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó.O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos.

2 comentários:

Anônimo disse...

foi tu mesmo que esquecreu isso!? Intelgigentíssimo, fatídico, porém triste! heheh, anyway... parabéns!

Anônimo disse...

Foi tu mesmo que escreveu isso!? Inteligentíssimo, fatídico, porém triste! heheh, anyway... parabéns! (mal os erros anteriores, nem vi! kkk)